quarta-feira, 3 de julho de 2019

Professor de educação física deverá ter diploma, decide comissão


O diploma de licenciatura em educação física poderá passar a ser obrigatório para professores da disciplina. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 488/2015, aprovado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) nesta terça-feira (2). O texto seguirá para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para análise em Plenário.
Hoje a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394, de 1996) flexibiliza esse critério para a educação infantil e nos quatro primeiros anos do ensino fundamental. Para a relatora na CE, senadora Leila Barros (PSB-DF), existe uma relação direta entre a formação condizente e a qualidade das aulas. Por isso, sustenta, é essencial garantir a formação desses profissionais.
Serão excluídos da exigência apenas os professores de escolas rurais e núcleos urbanos com população inferior a 5 mil habitantes, a quem a habilitação será apenas recomendada, não exigida.

Esporte na escola

O projeto, do senador Romário (Podemos-RJ), traz normas para a promoção do esporte em escolas de educação básica e diz que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios devem apoiar jogos escolares como forma de promoção do desporto escolar.
A formação do professor de educação física incluirá habilitação para o treinamento desportivo. O orçamento deverá priorizar a destinação dos recursos para o desporto educacional e, em casos específicos, para o desporto de alto rendimento. Com isso, abre-se a possibilidade de treinamento dos jovens para performance de alto rendimento.
Desporto escolar é entendido no projeto como “a totalidade das práticas desportivas desenvolvidas na escola, independentemente de a manifestação desportiva ser de rendimento, educacional ou de participação”.

Princípios

Pelo projeto, serão incorporados à LDB princípios e conceitos relacionados ao desporto escolar, como a definição da iniciação esportiva como conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, da educação física, com respeito à maturidade física e mental do aluno e evitando-se a seletividade e a hipercompetitividade; entendimento de desporto escolar como a totalidade das práticas desportivas desenvolvidas nas escolas; possibilidade de oferecimento da prática desportiva de rendimento nos estabelecimentos escolares, como atividade extracurricular aos alunos que demonstrarem aptidão e interesse, desde que realizada de modo não profissional; e utilização, para a iniciação desportiva, de espaços que disponham de infraestrutura para o desenvolvimento de pelo menos três modalidades desportivas.

Mudanças

Após ouvir especialistas, a relatora apresentou um texto substitutivo, com algumas alterações ao projeto. A nova redação diz que a prática de educação física deverá estar articulada à proposta pedagógica da escola e aos projetos educacionais dos sistemas de ensino. Também foi acrescentada a exigência de que o professor passe por curso de atualização a cada cinco anos. Leila Barros incluiu dispositivo para prever a oferta de cursos optativos de capacitação e atualização em portal on-line mantido pela União.
Em seu substitutivo, a senadora salientou a necessidade de atender às especificidades da educação indígena, para que as atividades considerem as tradições e as práticas culturais de cada comunidade.
Ela também acatou parcialmente emenda do ex-senador Donizeti Nogueira que dava prioridade — e não exclusividade — para os licenciados em educação física atuarem como professores, em razão da escassez de profissionais, segundo ele. Leila afirmou ser necessário reconhecer as especificidades e limitações das diversas realidades existentes no país. Por isso, apresentou uma solução considerada intermediária: que a qualificação se torne recomendável, e não obrigatória, apenas em escolas rurais e núcleos urbanos com população inferior a 5 mil habitantes.
Leila comemorou a aprovação da proposta.
— Os jovens precisam de formação integral e, a cada dia mais, temos visto a exclusão da educação física dentro das escolas. Estamos retomando o caminho perdido nesta última década. Vemos hoje crianças obesas, descoordenadas. [O projeto] não é de formação de atletas; escola é para a formação de cidadãos, e a educação física não pode ser excluída disso — afirmou.
O prazo para a adequação dos entes federados à lei será de um ano após a sanção presidencial.
Agência Senado

terça-feira, 2 de julho de 2019

Após Reforma da Previdência-- Paulo Guedes define quais estatais vão ser privatizadas

Correios e Eletrobrás figuram no topo da lista. A EBC continua, mas será reduzida
A jornalista Bela Megale, de “O Globo”, relata que o ministro da Economia, Paulo Guedes, concluiu o plano de privatizações. O governo federal controla 130 estatais, que “consomem 20 bilhões anuais dos cofres da União”.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes: privatizações começam depois da Reforma da Previdência | Foto: Divulgação
Paulo Guedes definiu as estatais em três grupos: “As que serão mantidas, as que serão fechadas e as que serão vendidas”.
Megale ouviu os envolvidos nos levantamentos e frisa que Correios e Eletrobrás pertencem ao grupo das que serão vendidas.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC)) deve ser mantida, mas em um tamanho muito menor que o atual”, informa a jornalista.
As privatizações começarão assim que a Reforma da Previdência for aprovada.

Fonte:Jornal Opção

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Neste domingo, Plano Real completa 25 anos

(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)



Os brasileiros com mais de 40 anos têm fácil memória das estratégias das famílias para mitigar os efeitos da hiperinflação sobre a renda nos anos 1980 e 1990. “Era uma ginástica danada. Tinha que ir atrás de promoções e nem sempre eram suficientes”, conta Rute Maria de Souza, dona de um restaurante self-service há quase 30 anos na zona central de Brasília.
Tendo que repor constantemente a dispensa da cozinha do estabelecimento, a empresária ia mais de uma vez ao dia em supermercados e sempre via a mesma cena: “Eu me lembro das remarcações no mercado. Quando chegava, lá estava a maquininha trabalhando”.
Para fugir das intermináveis remarcações, a então professora de ensino fundamental Cléia Gerin, mãe de quatro filhos, estocava alimentos, material de limpeza e sabão para lavar roupa. “O feijão ficava velho, e assim era mais difícil de cozinhar. Acabava que gastava mais gás”, comenta, ao citar a necessidade de sempre comprar mais do que efetivamente precisava no mês para fugir da imparável subida de preços.
“A partir do momento em que recebia, era aquela loucura de ir ao mercado para comprar o máximo que pudesse, para durar o mês todo, e para não ter que voltar porque no dia seguinte o preço seria diferente”, descreve ao recordar os tempos de inflação galopante.
Apesar das dificuldades, Cléia era professora da rede pública do Distrito Federal e tinha a segurança do pagamento todo mês. Em alguns momentos, era acrescido em sua remuneração um “gatilho” para repor as perdas inflacionárias.
Essa hipótese não existia para todos os brasileiros, como João Batista, engraxate há 45 anos em um ponto no Setor Comercial Sul de Brasília. Ele não podia majorar o preço do serviço quando precisava atualizar sua remuneração. “Só podia aumentar quando a passagem [do ônibus] aumentava”, revelando um incidental indexador da renda para trabalhadores autônomos.
A vida de João Batista foi positivamente marcada pela estabilidade monetária após o Plano Real. “Eu não tinha nada. Hoje, graças a Deus e de tanto eu trabalhar, consegui minha casa, consegui formar meus filhos”, orgulha-se.
Comunicação e convencimento
Pessoas como a pequena empresária Rute, a assalariada Cléia e o autônomo João tiveram ser convencidas que a moeda que entrou em circulação em 1º de julho de 1994, o real, não era mais uma tentativa fadada ao fracasso para estabilizar a economia, como ocorreu em seis planos emergenciais anteriores: Cruzado 1 (fevereiro de 1986); Cruzado 2 (novembro de 1986); Bresser (junho de 1987); Verão (janeiro de 1989); Collor 1 (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991).
A comunicação foi um ponto chave para que o Plano Real, implementado em etapas, fosse assimilado e tivesse engajamento. “Sem muita explicação, verbo, liderança e apoio da mídia não se consegue o principal, que é convencer, ou seja, vencer junto tanto com as cúpulas político-tecnocráticas como, principalmente, junto com o povo”, assinala o presidente Fernando Henrique Cardoso, em nota à imprensa sobre os 25 anos da iniciativa.
O jornalista Thomas Traumann, autor do livro O Pior Emprego do Mundo, que narra a trajetória de 14 ministros da Fazenda desde 1967, também aponta para o cuidado com a disseminação das medidas econômicas no lançamento do real.
Segundo Traumann, o Plano Real contou com “apoio didático preponderante da mídia”. “Os telejornais foram favoráveis ao plano desde o seu dia zero”, destaca. A informação sem sustos evitou comportamentos que em outros planos criam corrida a bancos, supermercados e postos de combustível. “Não houve surpresa. Isso foi fundamental”, acrescenta.
A transparência é elogiada até pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, crítico de alguns resultados da medida. “O Plano Real foi uma pequena joia que fará a glória dos competentes economistas que o conceberam. Mostrou que mesmo projetos complexos, quando expostos na sua integridade (começo, meio e fim), podem ser compreendidos e contar com suporte da sociedade”, escreveu à Agência Brasil. Ele admitiu que quando viu “o povo comprando berinjela em URV”, Unidade Real de Valor, ficou “na maior alegria” e viu “que o controle da inflação seria bem-sucedido”.
Ajuste fiscal e troca da moeda
De acordo com o site do Banco Central, o plano desenvolveu-se em três fases a partir do segundo semestre de 1993. Antes de a moeda entrar em circulação, houve um “esforço de ajuste fiscal, com destaque para a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), concebido para aumentar a arrecadação tributária e a flexibilidade da gestão orçamentária em 1994 e 1995”.
O FSE desvinculou despesas e receitas orçamentárias. “De social, [o FSE] não tinha nada, mas foi a primeira vez em que se fez um ajuste nas entranhas das contas do governo”, aponta Thomas Traumann. Segundo ele, ali começou a haver uma preocupação sobre os limites até onde poderia ir o déficit público.
O economista José Ronaldo Souza Júnior, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinala que a inflação produzia desequilíbrios nas contas públicas e dificultava a percepção do rombo. “Nem sequer tínhamos uma contabilidade pública na época. A clareza a respeito era muito pouco. Com inflação muitíssimo elevada e o déficit sendo coberto com emissão de moeda, havia uma nuvem que dificultava enxergar o problema”, disse.
Além do FSE, Souza Júnior pondera que “uma série de medidas foram tomadas com o objetivo de organizar o setor público porque se sabia que haveria uma redução de arrecadação do que se chama imposto inflacionário [quando a arrecadação sobe mais por causa do aumento de preços]”.
A gestão fiscal exigiu limitação da emissão de moeda e beneficiou-se da compra de títulos da dívida externa no mercado financeiro internacional antes do lançamento do plano. Mais adiante, o ajuste levou à renegociação das dívidas dos estados com a União e à imposição de controles das contas pelos entes federativos.
“Compreendemos que a ‘mágica’ de cortar zeros, mudar o nome da moeda ou mesmo da URV precisava de apoio em um processo de controle dos gastos públicos, renegociação das dívidas externas, privatização de bancos estaduais, enfim de uma reforma do estado. Lembre-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal só foi aprovada em 2000 e as privatizações tomaram anos (vide telefônicas) para que seus efeitos positivos fossem sentidos”, descreve em nota o presidente e ex-ministro da Fazenda FHC.
A segunda etapa, iniciada com Medida Provisória nº 434, assinada pelo então presidente Itamar Franco em 27 de fevereiro de 1994, estabeleceu a utilização de uma moeda escritural, a citada Unidade Real de Valor (URV), que serviu como uma ponte para conversão monetária entre o cruzeiro que deixaria de existir para o real que entraria em circulação quatro meses depois.
Na última fase, iniciada há exatos 25 anos, finalmente se introduziu o real. O novo padrão monetário “implicou a necessidade de rápida e abrangente disponibilização do novo meio circulante a partir de 1º. julho de 1994”, registra página eletrônica do BC.
(Com informações da Agência Brasil)

domingo, 30 de junho de 2019

POLÍTICA --Coreia do Norte: Trump cruza a fronteira e se encontra com Kim Jong-un

Primeiro presidente americano a pisar em território norte-coreano, Donald Trump anunciou a retomada das negociações com o país


EVAN VUCCI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
EVAN VUCCI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO





O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, se encontraram pela terceira vez neste domingo (30/06/2019), na Zona Desmilitarizada Coreana (DMZ). É a primeira vez que um presidente norte-americano pisa em território norte-coreano. Na fronteira entre os dois países, Trump afirmou que trata-se de “um grande dia para o mundo” e que está “orgulhoso” em ter cruzado essa linha.
No encontro, Trump anunciou que as equipes de negociação dos EUA e da Coreia do Norte vão retomar as discussões sobre o programa nuclear de Pyongyang “nas próximas duas ou três semanas”. Negociadores de ambos os lados “iniciarão um processo e veremos o que acontece”, disse ele.
A segunda cúpula entre os dois países, que ocorreu em fevereiro deste ano, terminou antes do previsto e sem acordo. Trump deu vários passos em território norte-coreano e, antes de se reunir a portas fechadas com Kim, afirmou que o “convidaria agora mesmo” para uma visita à Casa Branca.
O líder norte-coreano disse que a “maravilhosa” relação com Trump permitirá que os dois países superem os obstáculos das negociações sobre as armas nucleares da Coreia do Norte. “Estou convencido de que nosso relacionamento nos permitirá superar os obstáculos que estão no caminho”, disse Kim. Esse relacionamento permitiu que a reunião na DMZ fosse “da noite para o dia”, acrescentou.
Em entrevista coletiva ao final da cúpula em Seul com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, o presidente norte-americano afirmou que faria uma declaração muito breve. Os dois líderes apenas darão um “aperto de mão rápido”, disse Trump. “Vamos nos cumprimentar, pois não nos vemos desde (o encontro) no Vietnã”, disse o presidente americano antes de embarcar na DMZ.
O presidente americano propôs o encontro através da rede social Twitter, uma oferta que Pyongyang qualificou como “muito interessante” e positiva para as relações bilaterais.
Segundo o site The Hill, embora o convite tenha sido repentino, Trump havia comentado antes de voar para o Japão que desejava aproveitar a viagem para ver Kim. A Casa Branca pediu que o comentário não fosse divulgado por questões de segurança.
O encontro dos dois líderes é o terceiro em pouco mais de um ano, e ocorre apenas quatro meses depois de a segunda cúpula entre eles terminar sem qualquer progresso na tentativa americana de pressionar a Coreia do Norte a abrir mão de armas nucleares.

Maioria é contra-- Guerra de Bolsonaro contra tomada de três pinos: proposta pode queimar popularidade do presidente

Guerra de Bolsonaro contra tomada de três pinos: proposta pode queimar popularidade do presidente

Associações e entidades espalhadas pelo país já se posicionaram contrárias à mudança. No entanto, presidente e assessores têm estudado medida

Uma ideia um tanto quanto polêmica do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem  provocado grandes discussões nos últimos dias. Trata-se de um projeto que está em fase de elaboração e que pretende acabar com a exigência da tomada de três pinos.
A tomada de três pinos passou a ser obrigatória por força da Lei nº 11.337/2006, alterada pela Lei 12.119/2009. Desde então, toda nova construção precisa  um sistema de aterramento que permite que o terceiro pino cumpra seu papel e elimine excessos de energia acumulada. A medida, além de proteger equipamentos contra raios e oscilações de energia, também reduziu consideravelmente o número de acidentes com choques elétricos.
Já os aparelhos com dupla isolação, que não devem ter conexão de aterramento, são conectados com plugue de dois pinos. Entre eles, estão barbeadores, secadores de cabelo, carregadores para telefone celular, etc.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) entre os anos 2000 e 2010 registrava-se uma média de 1500 casos de choque por ano. A partir de 2010, a média anual caiu para cerca de 600 casos.
A Abinee, inclusive, já se posicionou contrária à mudança anunciada pelo presidente e classificou o projeto como um “retrocesso”. “Para a Abinee, a atual discussão é contraproducente. Isto porque o principal motivo para a implantação do padrão brasileiro foi eliminar a possibilidade de choque elétrico com risco de morte, o funcionamento inseguro com aquecimento e risco de incêndio, e as perdas de energia devido a conexões inseguras”, disse em comunicado divulgado.
Porque mudar?                                           
A proposta do Governo Federal não é acabar com a tomada de três pino, mas retirar a sua exigência e torná-la opcional. A mudança facilitaria a importação de produtos legalmente dos Estados Unidos e outros países, uma vez que a legislação atual exige que os plugues sejam adaptados para o padrão brasileiro.
Foto: Divulgação / Abinee
O Inmetro, pressionado pelo Governo, chegou a emitir nota técnica garantindo ser “viável a disponibilidade de outro  padrão internacional de tomada. A Abinee, no entanto, ressalta que não há hoje um padrão internacional estabelecido e que cada país preza por suas normas e suas características de mercado. Sendo assim, atualmente são mais de 110 configurações diferentes de tomadas.
Prejuízo
 Vale lembrar que a mudança da tomada de dois para três pinos em 2011 deixou muita gente em apuros. Mesmo que a decisão do Inmetro tenha sido tomada em 2000 com um longo cronograma de implantação, a medida trouxe problemas.
É o caso de Jorge André Filho, dono de uma loja de materiais elétricos. Ele lembra que na época da mudança ainda tinha grande estoque das tomadas de dois pinos e os produtos ficaram parados causando prejuízo, até que conseguiu fazer a troca junto aos fornecedores.
Com medo de não ter a mesma sorte dessa vez, ele já cancelou os pedidos de tomadas de três pinos que havia feito e agora compra apenas o suficiente para não deixar os clientes na mão. “A gente fica com receio porque nunca sabemos como as coisas vão acontecer. Fui contra a mudança para a tomada  de três pinos, mas acho que agora também não se deve mudar de novo. Já está todo mundo acostumado com as novas tomadas e mudança traria mais transtornos do que benefícios”
Consequências
Com a flexibilização das tomada, um velho conhecido dos brasileiros deve, novamente, roubar a cena: os adaptadores. Esse, aliás, é um dos problemas que a medida estudada por Bolsonaro pode ocasionar na visão do especialista. Para o engenheiro eletricista e conselheiro da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas – Seção Goiás (Abee-GO), Guilherme Fernandes,  a mudança pode favorecer no aumento de adaptadores “piratas”.
“Em caso da liberação de outros padrões já homologados internacionalmente e com o mesmo nível de segurança já utilizado, vejo como algo interessante. Iriam surgir novos produtos e aumentar o poder de escolha do usuário. Contudo, teríamos outro problema: os adaptadores ‘piratas’. A utilização de adaptadores não normatizados pela NBR 14136 são um risco para o usuário e instalações. Os mesmos geralmente são de baixa qualidade e não suportam a corrente nominal dos equipamentos, ocasionando danos à vida e/ou patrimônio”.
O engenheiro reforça a tese de que a adoção do terceiro pino além de ajudar na redução de ocorrências de choques já está difundido e bem aceito no país e que, portanto, sua extinção seria um retrocesso. “A extinção do terceiro pino terra vai contra as NBR e NRs e, se acontecer, estudos concretos seriam ignorados e a segurança dos usuários e instalações não estariam em primeiro plano”, finaliza.

Fonte:Jornal Opção

Para Maia, próxima terça é data-limite para decisão sobre estados e municípios


A expectativa é votar o parecer da reforma da Previdência na comissão especial na quarta e começar a discussão no Plenário na segunda semana de julho
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Presidente da câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ), fala sobre a inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência
Rodrigo Maia reuniu líderes e o relator da reforma para decidir o calendário final da tramitação no colegiado
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta quinta-feira (27) que a próxima terça (2) é o prazo final para reincluir ou não estados e municípios na reforma da Previdência. Na terça, Maia participa de uma reunião com os governadores e o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), para definir o apoio ou não à reforma.
Após o encontro, Moreira deve apresentar uma complementação de voto na comissão especial. A expectativa, segundo Maia, é que o parecer seja votado na quarta para que, na semana seguinte, comece a discussão no Plenário.

“Incluir os governadores pode nos fazer perder voto de algum campo”, explicou Maia. “Se a gente perder voto de algum campo, tem que recuperar do outro. Ou a gente tem que trazer os votos mais importantes dos governadores porque aí não perde voto nenhum e chega até com uma margem muito segura para votação no Plenário da Câmara”, avaliou.
Pauta dos governadoresMaia afirmou que todas as pautas de interesse dos governadores já estão sendo atendidas pelo Parlamento. Ontem, a Câmara votou o projeto que estabeleceu uma nova divisão dos recursos do petróleo da União no regime de partilha (PL 10985/18). Ele informou ainda que pretende pautar na semana que vem o projeto que trata da securitização das dívidas estaduais (PLP 459/17).
De acordo com Rodrigo Maia, os governadores precisam se comprometer com a reforma para trazer os votos de deputados ligados a eles e aprovar o texto.

“Nós precisamos que o parlamentares próximos aos governadores compreendam a importância e colaborem com seus estados. O maior problema agora é organizar quantos votos e quem serão os atores para ajudar a reforma”, disse o presidente. Maia acredita que esse posicionamento a favor da reforma pode até agregar o voto dos indecisos.

Equipe econômicaRodrigo Maia cobrou ainda mais empenho da equipe econômica do governo para ajudar a aprovar o texto. Segundo ele, o governo ajudou muito até a apresentação do relatório e precisa voltar a atuar em conjunto com o Parlamento. 

Em relação a eventuais mudanças na aposentadoria de profissionais da área de segurança, Maia afirmou que o governo também precisa participar desse debate, pois os policiais federais querem a mesma regra de transição das Forças Armadas. 

“Esse é um problema que o governo precisa dar uma solução”, cobrou Maia. O presidente afirmou que o governo precisa dizer se vai manter a regra de transição colocada pelo relator “ou se vai aceitar a pressão legítima dos deputados da área de segurança”.

Adiamento
O líder do Novo, deputado Marcel Van Hattem (RS), afirmou que o adiamento da votação da reforma na comissão especial pode garantir um texto melhor para ser analisado pelos parlamentares no Plenário.

“Na verdade, o mais sensível é ter os votos dos deputados que estão ligados a esses governadores no Plenário e na comissão, esse é o principal ponto. Há governadores que são ligados a partidos de oposição e têm força no Congresso”, disse Hattem.

O líder do Podemos, deputado José Nelto (GO), por sua vez, negou que o adiamento tenha a ver com liberação de emendas e cargos no governo. Ele explicou que as negociações estão avançando para trazer os governadores para o texto, mas quer que eles assumam o compromisso com o texto.

“É muito fácil. O que querem os governadores? Casados, levando a vida de solteiro. Não trazer nenhum voto para reforma da Previdência e, mais ainda, criticando lá na base os parlamentares que querem construir uma nova Previdência para o Brasil”, criticou o líder.
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Ouça esta reportagem na Rádio Câmara
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Audiência Pública visa melhorar a qualidade do transporte coletivo de Águas Lindas de Goiás




O Prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango designou o Secretário de Transporte, Vicente Manoel, para realizar na próxima sexta-feira (28), uma Audiência Pública no Auditório da Câmara Municipal de Águas Lindas de Goiás.
A Audiência Pública será aberta a toda comunidade que tenha interesse no tema e queira atuar no transporte público coletivo de passageiros dentro do município de Águas Lindas.
A Mesa será composta pelo Secretário de Transporte, Vicente Manoel que vai presidir a Audiência junto com outros membros que serão nomeados pelo Chefe do Executivo.
 A reunião terá início às 18h30 e se estenderá até as 21h30 a fim de promover à concorrência pública no transporte coletivo dentro da cidade e melhorar a qualidade do serviço prestado a população.
Durante a Audiência a Mesa poderá convocar quaisquer pessoas que lhe convier com a finalidade de prestar esclarecimentos técnicos, operacionais ou jurídicos pertinentes aos trabalhos.
O Prefeito Hildo do Candango estabeleceu o compromisso de continuar melhorando o transporte público de Águas Lindas e do Entorno do DF para proporcionar aos moradores mais qualidade de vida com conforto e comodidade.
Acompanhe mais informações nas redes sociais do Prefeito Hildo do Candango:

Site do Prefeito Hildo do Candango: