domingo, 16 de junho de 2019

Bolsonaro sobre Moro: ''Meu pai dizia: confie 100% só em mim e na mãe''

Fala ocorre um dia após novos vazamentos de conversas do ministro da Justiça, Sergio Moro, reveladas por site


(foto: Evaristo Sá/AFP)



Agência Estado


Um dia após novos vazamentos de conversas do ministro da Justiça, Sergio Moro, reveladas pelo The Intercept Brasil, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o ex-juiz foi responsável por "por buscar uma inflexão na questão da corrupção". "O Moro foi responsável, não por botar um ponto final, mas por buscar uma inflexão na questão da corrupção e mais importante: livrou o Brasil de mergulhar em uma situação semelhante à da Venezuela", afirmou o presidente nesta sexta-feira (15/6).

Questionado se confia no ministro, ele disse que sim, mas que confiar 100%, "só em pai e mãe". "Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas mesmo assim, meu pai dizia para mim: confie 100% só em mim e na mãe", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que muita gente se surpreendeu com a demissão do general Santos Cruz de seu governo nesta semana. "Isso pode acontecer. Muitas vezes, você se surpreende com a separação de um casal: 'Mas viviam tão bem!'. Mas a gente nunca sabe qual a razão daquilo. E é bom não saber. Que cada um seja feliz da sua maneira", afirmou. 

Fonte:Correio Braziliense

sexta-feira, 14 de junho de 2019

STF criminaliza homofobia e transfobia no Brasil


STF



Pelo resultado de 8 a 3, maioria dos ministros da Corte decidiu aplicar legislação sobre racismo contra condutas homofóbicas e transfóbicas; liberdade religiosa está garantida


Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo



BRASÍLIA – Por 8 a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 13, enquadrar a homofobia e a transfobia como racismo. Dessa forma, os ministros do Supremo entenderam que a legislação sobre racismo, em vigor desde 1989 no País, também deve ser aplicada para quem praticar condutas discriminatórias homofóbicas e transfóbicas, sejam elas disparadas contra a homossexuais, transexuais ou contra heterossexuais que eventualmente sejam identificados pelo agressor como LGBTs(lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

O tribunal também fez ressalvas, no sentido de deixar claro que a repressão contra essas condutas não restringe o exercício de liberdade religiosa. Ou seja: fiéis, pastores e líderes religiosos têm assegurado o direito de pregar suas convicções, desde que essas manifestações não se convertam em discursos de ódio, incitando hostilidade ou a violência contra a comunidade LGBT.


Integrantes da comunidade LGBTI acompanham julgamento de duas acoes que discutem a criminalizacao da homofobia na frente do STF; julgamento começou em fevereiro Foto: Dida Sampaio/Estadão
Por exemplo: um pastor pode dizer que a homossexualidade é pecado, mas se defender a violência contra homossexuais essa conduta pode agora ser enquadrada como crime de racismo.

A legislação sobre racismo prevê penas de um a até cinco anos de reclusão para quem negar emprego, ou impedir acesso ou recusar atendimento em hotel, restaurantes, bares, estabelecimentos comerciais ou impedir o casamento ou convivência familiar e social para pessoas por conta de raça ou cor.

A decisão do STF, considerada histórica por integrantes da Corte, servirá de baliza para orientar decisões judiciais nas diversas instâncias do País. Ao todo, o tribunal dedicou seis sessões plenárias para discutir o tema, no julgamento mais longo ocorrido até aqui durante a presidência do ministro Dias Toffoli, que assumiu o comando do tribunal em setembro do ano passado.

“O bom seria que não tivéssemos de enfrentar esse tema em pleno século 21, no ano de 2019”, disse Toffoli, ao dar o último voto na sessão.

Homofobia e crime
A discussão sobre a criminalização da homofobia provocou algumas divergências dentro da Corte. Dos 11 ministros, 10 votaram para declarar omissão do Congresso Nacional ao não ter aprovado até hoje uma lei sobre o tema – o único voto contrário nesse sentido foi o do ministro Marco Aurélio. Quanto à criminalização, 8 magistrados votaram para que as condutas homofóbicas e transfóbicas sejam enquadradas como racismo – discordaram desse segundo ponto Toffoli, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski.

Ao abrir uma divergência parcial dos colegas, Lewandowski disse que causa “repugnância” as condutas preconceituosas de qualquer tipo, mas observou que apenas o Congresso Nacional poderia criminalizar a homofobia. “A Carta Magna é clara: apenas a lei, em sentido formal, pode criminalizar uma conduta”, afirmou.

Relator de uma das ações sobre a criminalização da homofobia, o ministro Celso de Mello utilizou um precedente de um caso julgado pelo próprio STF, em 2003. Na ocasião, o Supremo manteve a condenação do editor Siegfried Ellwanger por crime de racismo devido à publicação de livros que discriminavam judeus. Tanto naquela época, quanto agora, o tribunal avaliou que o racismo é um conceito amplo, de dimensão social, que não se limita a questões de cor ou raça.

“O conceito de racismo, compreendido em sua dimensão social, projeta-se para além de aspectos estritamente biológicos ou fenotípicos, pois resulta, enquanto manifestação de poder, de uma construção de índole histórico-cultural motivada pelo objetivo de justificar a desigualdade e destinada ao controle ideológico, à dominação política, à subjugação social e à negação da alteridade, da dignidade e da humanidade daqueles que, por integrarem grupo vulnerável (LGBTI+), são considerados estranhos e diferentes”, disse Celso de Mello.

Repercussão
Ao comentar a decisão, o presidente Jair Bolsonaro questionou se “não está na hora de um evangélico no Supremo”, em evento da Assembleia de Deus, em Belém. “O Estado é laico, mas somos cristãos. Respeitamos a maioria e minoria, mas o Brasil é cristão.”

A decisão vale até que o Congresso aprove lei que permita tipificar o crime. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a postura do Supremo de enquadrar a homofobia como racismo por conta própria, sem uma lei sobre o tema.

“A Câmara aprovou a criminalização da homofobia no final de 2006 e o Senado arquivou. Mesmo que o Congresso não tivesse legislado, na minha opinião, não caberia ao Supremo Tribunal Federal criar tipo penal via interpretação”, afirmou Maia, em nota enviada pela assessoria.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que respeita a decisão do Poder Judiciário, “mas não pode aceitar a interpretação de que é omisso". Ele diz que "se guia pela devido respeito à democracia e à pluralidade de opiniões, representadas nos diferentes parlamentares eleitos pelo povo”.

Homofobia agora é crime? Entenda:
Quem moveu as ações?
São duas ações. Uma foi movida pelo Partido Popular Socialista (PPS) e a outra, pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).

O que querem o partido e a entidade?
Os proponentes das ações pedem que o Supremo declare o Congresso Nacional omisso por não ter votado até hoje um projeto de lei que criminaliza a homofobia. É solicitado ainda que a Corte dê um prazo final para que os parlamentares aprovem uma legislação criminal para punir especificamente violência física, discursos de ódio e homicídios por causa da orientação sexual ou identidade de gênero da vítima.

Homofobia não é crime no Brasil?
Não. Quando há uma ocorrência envolvendo agressão contra homossexuais, o caso é tratado como lesão corporal, ofensa moral (injúria, calúnia ou difamação) ou tentativa de homicídio. As ações pedem que o STF reconheça o conceito de "raça social" para punir agressores dentro da lei antirracismo (7.716/89).

O que diz a lei antirracismo?
A lei antirracismo, de 1989, prevê que crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, religião, etnia ou procedência nacional sejam punidos com um a cinco anos de prisão. Também estão previstas penas alternativas, fora do sistema penal.

Qual é a relação entre homofobia e racismo?
Segundo Paulo Iotti, advogado e proponente das ações, há um entendimento do próprio Supremo de que racismo é qualquer ideologia que inferiorize um grupo social em relação a outro. A homofobia seria considerada, portanto, um tipo de racismo sob os aspectos políticos e sociais de raça, e não biológico. O crime de discriminação por raça, previsto na lei antirracismo, iria abranger tamém os de orientação sexual e identidade de gênero.

O que muda na legislação?
Não haverá alteração no texto da legislação penal brasileira. O efeito é vinculante, ou seja, a Corte entende que há uma lacuna na Constituição no que diz respeito às vítimas de homofobia. Reconhecendo essa omissão no julgamento desta semana, na prática, o entendimento do Supremo passa a nortear as decisões de magistrados de todo o País, que passarão a interpretar homofobia como crime de discriminação por raça.

Os homofóbicos vão ser presos?
As mesmas penalidades da lei antirracismo devem ser aplicadas para homofobia e transfobia. Portanto, agressor pode ser preso com pena de reclusão de um a cinco anos, mas também poderá cumprir a pena com multa ou prestação de serviço à comunidade. O argumento dos proponentes da ação é de que, como a lei prevê cumprimento da penalidade alternativa, o sistema carcerário não seria sobrecarregado.

Como é lá fora
Suíça. Em outubro de 2018, o país criminalizou a homofobia, traçando paralelo com ofensas racistas. A lei prevê prisão de, no mínimo, 3 anos para infratores.

Estados Unidos. Lei de 2009 combate a discriminação por orientação sexual, inspirada no caso de Mathew Shepard, morto em 1998 por ser gay.

Colômbia. Desde 2011, o Código Penal prevê como atos de racismo os que “arbitrariamente” impeçam ou restrinjam o exercício de direitos da pessoa por seu sexo ou orientação sexual”, com “prisão de 12 a 36 meses e multa de 10 a 15 salários mínimos”.

Reino Unido e Equador. Esses países têm constituições que garantem explicitamente a igualdade entre os cidadãos com base em sua orientação sexual e identidade de gênero.


Outros países e trabalho. Há 72 países-membros das Nações Unidas com leis para proteger LGBTs de discriminação no trabalho, diz a Associação Internacional de Gays e Lésbicas.

Relator da reforma da Previdência sugere nova regra de transição

Samuel Moreira propõe idade combinada com o tempo de contribuição, respeitados os mínimos, mais pedágio sobre o tempo que faltar na data da promulgação da futura emenda. Texto deixa de fora aposentadorias rurais e benefícios a idosos carentes e remete aos estados e municípios eventuais alterações locais
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Leitura do relatório e parecer do relator da Comissão Especial da Reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP)
Parecer de Moreira deixa temas polêmicos de fora, como mudanças no BPC e o regime de capitalização














O deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) apresentou nesta quinta-feira (13), em comissão especial da Câmara, o parecer sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19). O substitutivo do relator mantém as diretrizes do texto original do Executivo, como a idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores dos setores público e privado, mas eliminou itens considerados polêmicos e criou uma nova regra de transição, com pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar na promulgação futura emenda constitucional.

Confira a íntegra do parecer
Moreira deixou as regras de transição na Constituição – o governo Bolsonaro queria criar leis complementares – e indicou que futuras leis ordinárias poderão definir idade, tempo de contribuição e alíquotas conforme cada ente federativo. O texto do relator delega ainda aos estados e municípios a eventual reforma dos atuais regimes próprios.
Ele não mexeu na aposentadoria rural e no Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos carentes. A ideia de um regime de capitalização, em que cada trabalhador juntaria sozinho os recursos para a aposentadoria, também ficou de fora.
Com as mudanças, os parlamentares favoráveis à reforma da Previdência esperam angariar o apoio necessário para aprovação. Para aprovar o texto na comissão especial é preciso a maioria dos votos estando presentes, no mínimo, 25 dos 49 integrantes (maioria simples). Independente do resultado, a reforma vai ao Plenário, onde precisará do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados (o equivalente a 3/5 do total), em cada um dos dois turnos.
Entenda a tramitação da reforma da Previdência

Regra geralO relator Samuel Moreira acatou como regra geral para as futuras aposentadorias a idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, até que lei específica trate do tema. O tempo de contribuição no futuro será de 35 anos e 30 anos, respectivamente. Para os atuais segurados, haverá regras de transição, que combinam idade mínima e tempo de contribuição.
Cláudio Fachel/Palácio Piratini
Educação - sala de aula - professores alunos ensino médio estudantes
Professores continuam com condições específicas para aposentadoria
Como já acontece hoje, algumas categorias terão condições específicas para a aposentadoria. No caso dos professores, cinco anos a menos, desde que cumprido o período mínimo de 25 anos no exercício da função.
Os policiais civis e os agentes penitenciários e socioeducativos só poderão se aposentar a partir dos 55 anos, com 30 anos de contribuição e 25 na atividade. No caso dos PMs e bombeiros, conforme o parecer, as exigências serão iguais às dos militares das Forças Armadas (sugestão original feita pelo Executivo).
O substitutivo prevê regra única para cálculo dos benefícios: média aritmética de todas as contribuições até a data do pedido. Assegurado o salário mínimo (hoje R$ 998), a aposentadoria corresponderá a 60% dessa média. A partir dos 20 anos de contribuição, subirá 2 pontos percentuais por ano até 100% com 40 anos. .

A pensão por morte será de 60% da remuneração do segurado, mais 10% por dependente que houver, até o limite de 100% e assegurado o salário mínimo. A acumulação de benefícios previdenciários será escalonada, com direito ao maior valor e parcela do menor.

Quanto ao abono salarial, o substitutivo prevê o pagamento anual de um salário mínimo para os trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.364,43 ao adotar o mesmo critério de acesso ao salário-família. O texto original do Executivo limitava o abono a quem ganha salário mínimo – atualmente, o benefício é pago a quem ganha até dois salários mínimos (R$ 1.996,00).
Justificativa
O objetivo da reforma, segundo o governo, é conter o déficit previdenciário – diferença entre o que é arrecado pelo sistema e o montante usado para pagar os benefícios – ocasionado por despesas crescentes e de difícil redução. Em 2018, o déficit previdenciário total, que engloba os setores privado e público (União, estados e municípios) mais os militares, foi de R$ 264,4 bilhões.
A expectativa do governo com a reforma da Previdência era economizar R$ 1,236 trilhão em dez anos, considerando apenas as mudanças para os trabalhadores vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para os servidores da União. Com as mudanças até agora, o substitutivo, diz o relator Samuel Moreira, poderá economizar algo perto de R$ 915 bilhões no mesmo período.
“A reforma da Previdência é uma necessidade fiscal, não resta dúvida. Mas é também uma questão de justiça social”, escreveu Samuel Moreira. “Abrir mão da oportunidade que temos hoje de reformar o sistema é, portanto, sabotar o futuro e manter um sistema injusto.”
O texto do relator contempla parte do manifesto feito em março por 13 partidos com representação na Câmara (Cidadania, DEM, MDB, Patriotas, PL, Podemos, PP, PRB, Pros, PSD, PSDB, PTB e Solidariedade). Também foram levadas em conta por Moreira parte das 227 emendas apresentadas na comissão especial – a maior parte sugeria mudanças nas regras de transição.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

terça-feira, 11 de junho de 2019

Dia do Pastor

POR INICIATIVA DO DEPUTADO HENRIQUE CÉSAR, A CASA ENTREGOU CERTIFICADOS DE HONRA AO MÉRITO A VÁRIOS RELIGIOSOS EVANGÉLICOS. A SESSÃO SOLENE TEVE LUGAR NO PLENÁRIO GETULINO ARTIAGA, NA NOITE DESTA SEGUNDA-FEIRA, 10.
A Assembleia Legislativa realizou sessão solene dedicada ao Dia do Pastor, com a entrega de Certificados de Honra ao Mérito. Por iniciativa do deputado Henrique César (PSDB), o evento teve lugar no Plenário Getulino Artiaga, na noite desta segunda-feira, 10.
O início do evento foi marcado pela execução do Hino Nacional na voz do cantor Marcelo Marque e, logo após, por uma oração do pastor vice-presidente da Convenção Assembleia de Deus, João Pereira da Silva.
Primeiro a usar a palavra, o deputado Henrique César exaltou a função dos pastores e lembrou de sua trajetória quando iniciou sua vida na igreja. “Eu devo a minha vida a Cristo, porque, com 22 anos, Jesus entrou na minha vida. Fui o primeiro da minha casa a aceitar Jesus Cristo e ele mudou a vida de toda minha família. E tudo isso porque Deus colocou do meu lado um pastor para me disciplinar, para cuidar da minha ferida. Vocês não têm noção do quanto vocês são importantes para a sociedade. A igreja tem contribuído diretamente com ação social, transformando vidas”, afirmou.
Já o deputado Zé Carapô (DC) destacou a importância do pastoreio. “A igreja vem para fortalecer os princípios básicos da sociedade, como família, patriotismo, amor ao próximo. Essa é a importância do pastoreio e sempre tive o apoio do povo evangélico nas minhas batalhas. A minha homenagem é justa pela importância que vocês têm na sociedade para colocar nosso País no caminho certo”, afirmou o parlamentar.
De volta à Casa, agora como senador da República, Luiz Carlos do Carmo (MDB-GO) falou sobre os evangélicos na política nacional. “Eu não poderia deixar de falar nesta sessão porque eu faço parte do povo evangélico, e sou grato por fazer parte deste povo. No Senado existem nove evangélicos e eu fico feliz com isso, porque antigamente evangélico não podia candidatar, apenas votar. Eu fico muito honrado de ver vocês sendo homenageados”, disse.
Agradecimentos
Da tribuna, o pastor Washington Rodrigues de Oliveira falou em nome dos homenageados. Ele agradeceu a honraria recebida, ressaltando que a missão do pastor é estar perto de suas ovelhas.
“Ser pastor é a mais bonita de todas as profissões. O pastor não é voluntario, atende a um chamado. É uma vocação celestial e seu propósito é divino. É Deus quem dá pastores a sua igreja, eles se formam não por merecimento, mas pela graça de Deus. Deus não apenas chama, mas especifica a missão, e pastorear é alimentar o povo de Deus com a Palavra”, afirmou.
O pastor Samuel César da Cruz também discursou na oportunidade. “A Assembleia de Deus e os evangélicos do Brasil têm como testemunho que o povo evangélico não era reconhecido e, ao longo dos anos, Deus fez com que esses homens se avolumassem nesta nação. Para honra do Senhor Jesus Cristo nós temos representantes do nosso povo”, finalizou.
Presenças
Além do deputado tucano que foi o propositor da homenagem, compuseram a mesa diretiva os deputados estaduais Zé Carapô (DC) e Bruno Peixoto (MDB); o presidente da Agência Goiana de Habitação, Eurípedes José do Carmo; a diretora da Escola Superior de Advocacia da OAB, Antônia Chaveiro Martins; o senador Luiz Carlos do Carmo; o ex-deputado Antônio Jesus Dias. E ainda, o terceiro vice-presidente da Assembleia de Deus, Lucas Fernandes Andrade; o vice-presidente da Convenção Assembleia de Deus, João Pereira da Silva.

domingo, 9 de junho de 2019

Justiça Federal manda MEC suspender bloqueio em universidades federais

(Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil)
(Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil)


A Justiça Federal da Bahia determinou que o Ministério da Educação (MEC) suspenda o contingenciamento de recursos em universidades federais e no Instituto Federal do Acre. Em decisão, na noite de ontem (07/06), a juíza Renata Almeida de Moura, da 7ª Vara Federal, em Salvador, argumentou que o bloqueio de verbas das instituições de ensino deve “prescindir de prévio estudo técnico e minucioso, inclusive, com a participação dos representantes destas instituições”, para garantir que a medida não interfira na continuidade das atividades acadêmicas.
“Em resumo, não se está aqui a defender a irresponsabilidade da gestão orçamentária, uma vez que é dever do administrador público dar cumprimento às metas fiscais estabelecidas em lei, mas apenas assegurando que os limites de empenho, especialmente em áreas sensíveis e fundamentais, segundo a própria Constituição Federal, tenham por base critérios amparados em estudos que garantam a efetividade das normas constitucionais”, diz a sentença.
A decisão é uma resposta a um total de oito ações populares e civis públicas que foram ajuizadas após o anúncio do governo federal, no final do mês de abril, de contingenciamento de recursos que seriam destinados às universidades federais. Em todos os casos, há questionamento acerca do volume de bloqueios, bem como em relação aos critérios adotados pelo MEC na distribuição dos limites orçamentários.
Segundo o governo, foram bloqueados cerca de 30% das verbas discricionárias (não obrigatórias e que servem para pagar contas como água, energia, vigilância e limpeza), o que representa 3,4% do orçamento total das universidades. Na decisão, a juíza cita manifestação da União reconhecendo que os bloqueios promovidos este ano são substancialmente superiores aos realizados em anos anteriores. “Estes variaram de 6,4% em 2016 para 16,8% em 2017, 8,5% em 2018 e, finalmente, o percentual bem superior de 31,4% em 2019.”
“Ainda que possível pelo administrador a adoção de limites de empenho para fins de obediência às leis orçamentárias, estes limites não devem permitir a inobservância de preceitos constitucionais, tais como o direito social à educação e a obrigação da União de financiar as instituições de ensino federais”, diz a decisão. A juíza deu prazo de 24 horas e fixou multa de R$ 100 mil por dia caso o MEC não cumpra a decisão.
A assessoria de imprensa do MEC informou que a pasta ainda não foi notificada sobre a decisão e que a defesa judicial é de competência da Advocacia Geral da União (AGU). A AGU, por sua vez, informou que também não foi intimada ainda. O governo pode recorrer da decisão.
(Com informações da Agência Brasil)
Fonte:Diário de Goiás



quinta-feira, 6 de junho de 2019

Programa Morar Legal chega ao Jardim Brasília II



O Prefeito Hildo do Candango acompanhado do secretário de Habitação e Assuntos Fundiários, Giovane Machado, e dos vereadores Aderson da Modelli, Aluísio da Artec e Maria Natália, participaram na noite desta terça-feira (04) de uma grande reunião com moradores do bairro Jardim Brasília II (conhecido como Cidade do Entorno) para tratar do início da regularização do setor.
O prefeito Hildo do Candango destacou que este procedimento é mais um compromisso resgatado com esta comunidade. “Eu tenho um grande sentimento de gratidão com esta comunidade, onde tenho amigos desde a época que eu a Aleandra começamos nosso comércio com duas portinhas.
Já trouxemos para cá a pavimentação asfáltica de todo o setor e até o final do ano vamos terminar os pontos que ainda faltam, inclusive, este trecho que liga o setor a saída para Brazlândia será totalmente refeito.
Já investimos em educação com a reforma e ampliação desta escola e vamos finalizar a creche que está com suas obras adiantadas. Na saúde vamos construir o prédio da unidade básica de saúde (UBS) que já está em fase de licitação. Faltava este compromisso, de dar aos moradores a certeza da regularização dos seus imóveis de forma definitiva.
Tomamos todas as medidas necessárias para isto, enviamos para a Câmara Municipal, e eu aproveito para agradecer a cada vereador pela aprovação de uma legislação moderna em consonância com a legislação federal no sentido de atender a todos os moradores, para que alcance as escrituras dos seus imóveis de forma gratuita”, disse o prefeito.
Na ocasião os moradores foram informados de todas as etapas que deverão ser cumpridas para atingir o objetivo de levar aos proprietários a escritura definitiva dos imóveis.
Na ocasião o secretário de Habitação informou a população sobre a regularização. “Nós iremos marcar uma data, num sábado para que toda equipe da Secretaria de Habitação venha para a escola realizar o atendimento dos moradores, reunindo as documentações exigidas. A determinação do prefeito Hildo do Candango é para que esta regularização seja feita no menor espaço de tempo”, disse Giovane.
O vereador Aluisio da Artec enalteceu o trabalho do prefeito Hildo do Candango realizado frente ao poder executivo levando importantes obras para toda cidade.

“Hoje temos uma realidade totalmente diferente da anterior. O prefeito juntamente com a Câmara Municipal trouxe a pavimentação das ruas do setor e muitos outros benefícios, faltava a regularização e agora esta chegou com todas as garantias”, disse o vereador Aluísio.
A vereadora Natalia também teceu elogios ao prefeito pela implementação do programa “Morar Legal”, que vai ao encontro do desejo da comunidade de ver seus imóveis legalizados. “É muito importante para a nossa comunidade ter em mãos o documento que garante a sua propriedade, é um mais um sonho realizado por todos”.
A Secretaria de Habitação já conduz processos de regularização fundiária dos setores dos seguintes bairros: Jardim recanto, Park das Águas Bonitas II, Recreio Águas Lindas I, Jardim Santa Lúcia, Vila Esperança, Setor Coimbra, Solar da Barragem, entre outros.

Acompanhe mais informações nas redes sociais da Prefeitura de Águas Lindas:

Da Assessoria de Comunicação da Prefeitura


Fotos: ASCOM

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Reestruturação --Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ ganha critérios diferentes e subdivisões

Mudanças vão ser enviadas para o Congresso Nacional por meio de um projeto de lei
Foto: Reprodução
O governo federal vai dividir o ‘Minha Casa, Minha Vida’ em linhas de acesso à moradia, com critérios diferentes e subdivisões, conforme a renda familiar. O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, nesta terça-feira, 4, na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. As mudanças ainda vão ser enviadas para o Congresso Nacional por meio de um projeto de lei, mas ainda sem data definida.
De acordo com o ministro Gustavo Canuto, haverá programas para famílias de baixíssima renda e de baixa e média renda. Antes de apresentar quais seriam as mudanças, ele disse que o intuito do governo é reformular o programa por conta das deficiências que foram identificadas. “É inegável os benefícios que o programa trouxe à população brasileira, mas também é inegável que existem algumas deficiências que precisam ser sanadas”, disse.
Para famílias de baixa e média renda, o governo prevê a locação social financiada. Nessa modalidade, a iniciativa privada investirá no parque imobiliário para posterior pagamento do governo. Dessa forma, a seleção das famílias beneficiadas ficará a cargo do município e da própria iniciativa privada, que também fará a gestão patrimonial. Ou seja, o beneficiário vai constituir uma espécie de “poupança imobiliária”, que poderá ser usada para adquirir o imóvel que ele está ocupando ou qualquer outro imóvel.

Moradia Social

Outra linha é o serviço de moradia social para a pessoa que está em situação precária, sem condições de pagar uma parcela mínima ou de fazer um financiamento. Neste caso, o governo vai construir o conjunto habitacional e o município vai administrá-lo. Segundo o ministro, as famílias selecionadas “não pagarão um único real para ficar no condomínio, só sua conta de água e luz”.
Em outro programa, o governo federal vai construir e entregar o imóvel a famílias em vulnerabilidade, que tenham sido vítimas de calamidade ou de desapropriação, por exemplo. Além disso, o ministro disse que vai ter um programa de financiamento parecido com o atual para facilitar a aquisição do imóvel pelos trabalhadores que pagam por isso. (Com informações da Agência do Rádio Mais)

Fonte;Jornal Opção