segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Contestáveis-- Enxurrada de pesquisas eleitorais pode resultar em desinformação

oiás é o Estado que mais registra levantamento sobre intenção de votos. Mas o surgimento de empresas de pesquisas somente em período eleitoral coloca em xeque credibilidade das estatísticas

Por Marcos Aurélio Silva
Não é de hoje que institutos de pesquisas sofrem com crise de credibilidade. Isso é devido em parte pelas medições realizadas durante as eleições e que não condizem com o boca a boca e as discussões políticas. Mas esse descrédito também é alimentado pelo surgimento de empresas que não têm suas atividades relacionadas a estatísticas e despertam a desconfiança. Como estamos há poucos meses da eleição, já se vê a crescente propagação de números que apontam a preferência do eleitorado, muitos são resultados de metodologias que seguem regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), outros já se misturam às fake news.
Goiás é o Estado que mais registra pesquisas junto ao TSE. Só no mês de agosto foram 91. Para efeito de comparação, Minas Gerais, que tem 853 municípios (607 a mais do que em Goiás), registrou neste mês 36 pesquisas. São Paulo, que possui 645 cidades, relatou ao TSE 23 levantamentos neste período. Santa Catarina com 295 municípios, teve apenas 14 registros no decorrer deste ano.
A cada temporada eleitoral há uma enxurrada de pesquisas. Acompanhar esses dados a cada dois anos virou parte das nossas vidas. Ao mesmo tempo, como tudo que envolve política, as pesquisas geram desconfianças. Ainda mais quando são tantas, como ocorre em Goiás. É daí que o eleitor deve se perguntar: será que os números servem para informar ou manipular?
“As empresas que estão no mercado há um tempo fazem parte de uma associação de reconhecimento nacional. Ou seja, temos critério técnico e seguimos metodologias rigorosas. Mas o registro de pesquisa é permitido para qualquer um. Bastou ter um estatístico qualquer um produz pesquisa. Isso complica”, aponta o diretor do Grupom Consultoria e Pesquisa, Mário Rodrigues Filho.
Diretor do Grupom, Mário Rodrigues Filho  | Foto: Jornal Opção
O empresário avalia que a cada eleição surgem empresas cujo atividade principal não está relacionada a pesquisas e estatísticas, mas acabam divulgando números eleitorais. “Se abrir o site do TSE e analisar as pesquisas registradas em Goiás vai ver que são muitas. É um exagero. E muitas foram feitas por empresas que nem são do do setor”, diz. “As empresas que estão no mercado há 20 ou 30 anos não perderam a credibilidade. Mas essas outras que não têm como fim as pesquisas são um problema”, completa.
O diretor da Serpes Pesquisa e Opinião, Bráulio Martines, compartilha do mesmo ponto de vista. Ela avalia que com tantas pesquisas sendo feitas e muitas por empresas que não têm reconhecimento ou mesmo ligação com o mercado de estatísticas, resulta em descrédito. “Imagine que são tantas pesquisas e tantos resultados diferentes que as pessoas não sabem no que acreditar. A maioria das pesquisas não é para divulgar, é para consumo interno, mas mesmo o cliente não sabe em que números dá para confiar”, aponta.
O levantamento de intenção de voto não interessa apenas aos eleitores. Estatísticas sobre a eleição têm o poder, por exemplo, de moldar coligações. Neste sentido Bráulio enfatiza que não é só o eleitor que fica prejudicado com pesquisas que não seguem metodologias reconhecidas. Segundo ele, o próprio candidato pode perder o rumo da campanha ao confiar em números que não representam o resultado real. “A primeira palavra é honestidade. O resultado correto é o que tem que ser entregue ao cliente. Não se pode alterar ou fraudar pesquisas. Mas há pessoas que querem fazer isso. A resposta tem que ser não”, afirma. 
Por trás das pesquisas há uma matemática sólida e consistente. Mas o instituto que está a frente precisa seguir as metodologias e ser responsável para não transformar estatística em fake news. Empresas que já estão no mercado e possuem credibilidade colocam em prática algumas ações para dar confiabilidade aos seus levantamentos. Exemplo: antes da divulgação cerca 20% dos pesquisados são procurados, por telefone ou pessoalmente, para confirmar se foram entrevistados e se as respostas que eles deram batem com os questionários.
“As exigências da Justiça Eleitoral procuram assegurar que a pesquisa foi feita de forma mais científica possível, porque quando solta uma pesquisa ela tem efeito sobre o eleitor”, avalia o promotor eleitoral responsável pela Coordenadoria Estadual de Apoio aos Promotores Eleitorais do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Cassius Marcellus de Freitas.
Promotor eleitoral, Cassius Marcellus de Freitas | Foto: divulgação MP
As pesquisas eleitorais podem ser usadas para confundir as intenções de votos. “Tem uns [institutos] que a gente nunca ouviu falar e de repente aparecem com umas pesquisas mirabolantes. É interessante ter o histórico e saber como foi a participação em eleições anteriores. O eleitor precisa aferir a credibilidade. É importante que o eleitor que consumir essas informações se preocupe em saber a procedência, porque por vezes o instituto cumpre formalmente e exigências, mas não tem a credibilidade e metodologia para divulgar informação crível”, pontua Cassius Marcellus.
O promotor explica que em Goiás são 92 zonas eleitorais. Para cada uma há um promotor e um juiz responsável. O TRE fez uma divisão para que o trabalho de organização e fiscalização seja efetivo. Em Goiânia o registro e acompanhamento dos dados ficam a cargo da 1ª , 133ª e da 147ª zonas eleitorais. Quem tiver alguma denúncia a fazer pode fazer por meio do site do MP-GO, por meio do MP Cidadão, ou mesmo indo até a sede do Ministério Público. 

Regras para divulgação dos cálculos

A divulgação de pesquisa sem o prévio registro sujeita os responsáveis à multa no valor de R$ 53,2 mil a R$ 106,4 mil. Por outro lado, a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no mesmo valor.
O critério para a aplicação da sanção é objetivo. Divulgou pesquisa não registrada e alguém representou, gera a multa ao candidato. “As pesquisas eleitorais precisam ser registradas perante a Justiça Eleitoral. O TSE disponibiliza no site para que essas pesquisas sejam registradas. Então o instituto tem que preencher alguns dados obrigatórios, e só cinco dias depois do registro da pesquisa é que ela pode ser divulgada”, lembra o professor e analista do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Alexandre Francisco de Azevedo. 
Alexandre Francisco explica que o registro não é o resultado da pesquisa, mas os dados que se pretende colher com esse levantamento. Tem que ser repassado à corte eleitoral o período em que será feito o levantamento, quantidade de pessoas que serão ouvidas, a estimativa da faixa eleitoral e dos segmentos representados – mulheres, homens, escolaridade. Além disso precisa ser informado o estatístico responsável pela pesquisa, qual instituto fez o levantamento e quem está pagando pela pesquisa.
“Sempre digo que o eleitor precisa analisar bem as pesquisas que são apresentadas. Primeiro olhar a margem de erro. Se for muito alta é preciso desconfiar. Em segundo, precisa se atentar para o histórico do instituto. É preciso estar atento a confiabilidade e credibilidade”, ensina Alexandre Francisco.

Enquetes também tem limites 

De acordo com a Resolução 23.624 do TSE, o candidato tem até o dia 26 de setembro para realizar enquetes em relação à sua candidatura. Assim, vale o mesmo prazo final para os partidos políticos fazerem essa consulta informal ao eleitor.
As enquetes não precisam ser registradas na Justiça Eleitoral. Outra característica é a ausência de qualquer metodologia científica para embasar seus resultados. Então, os candidatos podem fazer suas enquetes em suas redes sociais, desde que não sejam impulsionadas. O patrocínio de candidato só está permitido a partir de 27 de setembro, desde que registrada no CNPJ da candidatura.
Ao juiz eleitoral cabe o exercício do poder de polícia contra a divulgação de enquetes, com a expedição de ordem para que seja removida, sob pena de crime de desobediência. Todavia, para aplicar multa depende de que seja apresentada representação por candidato, partido político ou Ministério Público Eleitoral.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Congresso promulga Fundeb permanente nesta quarta-feira

Ordem do dia. Presidente da Câmara dos Deputados, dep. Rodrigo Maia (DEM - RJ)
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia fez homenagem especial à deputada Professora Dorinha, que relatou a proposta na Câmara


O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, convocou sessão solene para esta quarta-feira (26), às 11 horas, para a promulgação da emenda constitucional que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb - EC 108/20). "Será um dia histórico para a educação básica do nosso País", comemorou Alcolumbre em suas redes sociais.
O Senado aprovou no início da noite desta terça-feira a PEC 26/20, que torna permanente o Fundeb e aumenta a participação da União no repasse de recursos para estados e municípios.
"A aprovação do Novo Fundeb pelo Senado é mais uma demonstração da prioridade que a Educação recebe no Parlamento. O fundo passa a ser permanente e vai garantir a redistribuição de recursos vinculados à educação básica de estados e municípios", destacou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pelo Twitter.
Maia disse que os novos recursos vão permitir desde reformas estruturais até a valorização do salário de professores da creche ao ensino médio. "Faço uma homenagem especial à deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que relatou  de forma tão brilhante este projeto na Câmara, aprovado na íntegra pelos senadores", completou Maia.
A Câmara aprovou a proposta em julho.

Da Redação - GM


Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Senado adia para terça-feira votação da PEC do Fundeb permanente

Sessão Deliberativa Remota destinada a deliberar sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 88/2020, que reconhece o estado de calamidade pública no Brasil.   O Senado vota nesta sexta-feira (20) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 88/2020, que reconhece o estado de calamidade pública no Brasil. Esse é o único item na pauta da reunião, convocada pela Presidência do Senado Federal. A sessão deliberativa é remota, ou seja, senadores poderão debater o assunto e votar a matéria pelo computador, sem estar presentes ao Plenário.   A proposta, aprovada na noite da quarta-feira (18) pela Câmara dos Deputados, permite que o Executivo gaste mais do que o previsto e desobedeça às metas fiscais estabelecidas para 2020 para custear ações de combate à pandemia de coronavírus. O senador Weverton (PDT-MA) é o relator da proposta.   A sessão deliberativa remota é conduzida pelo 1º vice-presidente do Senado Federal, senador Antonio Anastasia (PSD-MG).   Na tela, senador Flávio Arns (Rede-PR) realiza votação remota.   Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Sob relatoria do senador Flávio Arns, a PEC estava prevista para ser votada nesta quinta-feira (20). Sessão plenária do Senado está marcada para a terça-feira (25)
Jane de Araújo/Agência Senado



O Senado adiou para as 16h da terça-feira (25) a votação da PEC 26/2020, proposta de emenda à Constituição que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A proposta será o único item da pauta de votações e, caso aprovada, deverá ser promulgada no dia seguinte em sessão do Congresso.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comentou nas redes sociais que o adiamento da votação vai permitir a participação de todos os senadores no aperfeiçoamento do texto.
“Garantir recursos para a educação pública do país é uma das maiores prioridades de todos nós, senadores. Por essa razão, decidimos pelo adiamento da análise da PEC do novo Fundeb para a próxima terça-feira (25), para garantir, acima de tudo, a sua aprovação.”
A sessão do Senado que ocorreria nesta quinta-feira (20) precisou ser adiada em razão da votação de vetos pelo Congresso Nacional ainda estar em andamento. Além da PEC do Fundeb, também estavam na pauta outras quatro matérias, que tratam de alterações no Imposto sobre Serviços (ISS); alívio para hospitais filantrópicos; subnotificação de casos de covid-19 entre a população negra; e transporte rodoviário interestadual e internacional.
Além de tornar o Fundeb uma política permanente de Estado, a PEC 26/2020 aumenta em 13 pontos percentuais a participação da União nos recursos destinados ao Fundeb. O texto ainda altera a forma de distribuição dos recursos da União entre os estados. A PEC teve como primeira signatária a ex-deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) e como relatora na Câmara dos Deputados a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). No Senado, a matéria é relatada pelo senador Flávio Arns (Rede-PR).
O texto foi fruto de consenso entre os parlamentares e vem sendo debatido desde o início de 2019. Criado em 2007 de forma temporária, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), o Fundeb é uma das principais fontes de financiamento da educação no país. 
Os entes federativos deverão usar os recursos do Fundeb exclusivamente em sua atuação prioritária definida na Constituição: os municípios cuidam da educação infantil e do ensino fundamental; e os estados, do ensino fundamental e médio. Assim, o dinheiro não poderá ser aplicado, por exemplo, em universidades, pois o ensino superior é de responsabilidade prioritária do governo federal.
Em seu relatório, Flávio Arns ressalta a atual importância do Fundeb: “trata-se de um dos principais instrumentos de redistribuição de recursos do país, realocando valores no âmbito de cada estado, entre o governo estadual e as prefeituras, para tornar o sistema educacional mais equitativo e menos desigual”.
O Fundeb atualmente representa 63% do investimento público em educação básica. Ele diz que, se o fundo não existisse, estima-se que os valores mínimos de aplicação em educação girariam em torno de R$ 500 por aluno/ano nos municípios mais pobres do Brasil. Com o Fundeb atual esse investimento é em torno de R$ 3.600. Com a PEC, esse valor deve aumentar cerca de 50% até 2026, podendo alcançar o valor de R$ 5.500.



Fonte: Agência Senado

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Em audiência com MP-GO e Procuradoria Eleitoral, partidos aderem a compromisso para eleições limpas


Audiência virtual aconteceu nesta segunda-feira (17/8)
Audiência virtual aconteceu nesta segunda-feira (17/8)
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) e o Ministério Público Federal em Goiás promoveram, na tarde desta segunda-feira (17/8), audiência pública com representantes de partidos políticos para adesão a compromisso que visa garantir eleições limpas em novembro. Compareceram ao encontro, realizado em ambiente virtual, representantes de diversos partidos, entre eles PROS, PSDC, DEM, PSDB, Unidade Popular, PSL, PSC, Rede, Republicanos, Patriota, PTB, PP e PRTB.
Ao dar as boas-vindas aos participantes da reunião, a coordenadora da Área do Patrimônio Público e Terceiro Setor do Centro de Apoio Operacional do MP-GO, Fabiana Lemes Zamalloa do Prado, destacou a importância da assinatura do termo, visando a um resultado benéfico para toda a sociedade. “A proposta é que sejam adotadas as melhores medidas em cada situação, respeitando-se a peculiaridade de cada município, garantindo a probidade e a lisura do pleito”, enfatizou.
O promotor eleitoral Cassius Marcellus de Freitas, responsável pela Coordenadoria Estadual de Apoio aos Promotores Eleitorais do MP-GO (Ceap), acrescentou que se trata de uma construção com os partidos, no sentido de garantir o mais elevado padrão e legitimidade do processo eleitoral. Cassius Marcellus observou que a eleição é um dos instrumentos mais relevantes de que se vale a democracia, sendo importante, neste momento, que os partidos reafirmem publicamente um compromisso com a sociedade na condução desse processo.
Ele destacou ainda temas que devem ser observados especialmente pelos partidos, como estimular, propiciar e garantir a efetiva representatividade feminina, combatendo fraudes no lançamento de candidaturas de mulheres, assim como o combate a notícias falsas (fake news). Em relação ao financiamento das campanhas, ele acrescentou que a proposta é de que não somente os recursos sejam corretamente empregados, como haja total transparência.
O procurador regional eleitoral, Célio Vieira da Silva, ponderou que o acordo é uma parceria necessária, que visa garantir que este pleito seja conduzido de forma limpa, sem irregularidades e fraudes. “Que possamos mostrar à sociedade uma realidade que consubstancie a verdadeira opinião do eleitor”, afirmou. Pontuou ainda que ações preventivas e de esclarecimento aos candidatos são importantíssimas. “No processo eleitoral, a responsabilidade pela boa condução do pleito é de todos”, asseverou.
Adesões
Durante a audiência, os participantes discutiram a minuta do termo de compromisso público previamente enviado a todos, momento em que foram ajustados alguns pontos, a pedido dos representantes dos partidos. Após a concordância de todos quanto às ponderações, foi aprovada a versão final do documento pelos presentes, dentre os quais 10 já manifestaram pela adesão, durante a reunião. Os demais poderão aderir por meio da assinatura posterior do termo, que será enviado a eles.
No encerramento do encontro, o promotor Cassius Marcellus agradeceu a participação e o interesse de todos os representantes partidários, reiterando a que a adesão ao termo significa um compromisso público do partido com uma eleição limpa, garantindo a vontade soberana do eleitor. Desse modo, enfatizou que os termos do compromisso visam reforçar condutas legais, as quais devem ser analisadas individualmente, de acordo com a realidade de cada município.
O procurador regional eleitoral, Célio Vieira, afirmou ser interesse de todos que o pleito aconteça de forma justa. Assim, conclamou os representantes dos partidos a transmitirem os termos do compromisso aos seus diretórios municipais. “É vontade de todos que as eleições aconteçam sem irregularidades nem ilícitos e em cumprimento ao que preveem as regras eleitorais”, reiterou.
O promotor Cassius Marcellus reforçou que a Ceap está disponível para atender eventuais dúvidas dos partidos quanto ao documento. (Texto: Cristina Rosa - Fotos: João Sérgio/Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Tendência no TSE é rejeitar entendimento de ‘abuso de poder religioso

TSE julga se há “abuso de poder religioso” na influência de pastores, bispos ou padres em campanhas eleitorais

Ministros Edson Fachin e Luis Roberto Barroso. Foto: Roberto Jayme/TSE
Ministros Edson Fachin e Luis Roberto Barroso.Foto: Roberto Jayme/TSE


Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm divergido da pretensão legisladora do ministro Edson Fachin, de criminalizar suposto “abuso de poder religioso” na influência de pastores, bispos ou padres em campanhas eleitorais. A lei não prevê esse “abuso”, mas o TSE nunca foi de resistir à tentação de legislar. Não seriam atingidos pela medida influenciadores como sindicalistas, artistas, professores etc. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Em voto brilhante, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto defendeu as liberdades de expressão e religiosa, multiculturalismo, tolerância etc.
“Não vejo como defender a liberdade de voto dissociada da liberdade de expressão do candidato e de seu simpatizante”, disse Carvalho Neto.
Até o ministro Alexandre de Moraes divergiu do alegado “abuso de poder religioso”, no caso em que adversários tentam cassar uma vereadora.
Políticos governistas veem na alegação de “abuso de poder religioso” a tentativa de dificultar um novo apoio evangélico a Bolsonaro, em 2022.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Eleições 2020 --Eleitorado goiano cresceu 3,07% desde a última eleição

Dados foram disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral na semana passada
Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Por Mirelle Irene
Dados do Tribunal Superior Eleitoral  mostram que Goiás teve crescimento em seu eleitorado . O recorte foi feito pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e divulgado nesta quarta-feira, 12. De 2018, quando houve a última eleição para deputados, governadores e Presidente da república, o eleitorado cresceu apenas 3,29%. Em relação ao  último  pleito municipal,  em 2016, o crescimento foi de 3,07%.
Em Goiás, 4.606.112 eleitores estão aptos a votar  este ano para escolha de prefeitos e vereadores nos 246 municípios do Estado. As eleições serão realizadas no dia 15 de novembro, e se houver segundo turno, dia 29 de novembro. No estado, 52,3% corresponde ao gênero feminino e 47,7% ao masculino.
Possuem alguma deficiência 20.122 eleitores declarados e os que já fizeram a opção pelo uso no nome social no título são 294 eleitores. O TRE-GO assinala que, apesar  de em Goiás 100% dos municípios contam com biometria, por causa da pandemia, e por causa das medidas sanitárias, a Justiça Eleitoral decidiu excluir o uso da biometria como meio de identificação nas eleições deste ano.
Fonte: Jornal pção