quarta-feira, 25 de março de 2020

Tivemos uma videoconferência com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado e prefeitos da Região do Entorno nesta semana. Em pauta, a pandemia da Covid-19 e as preocupações dos nossos municípios.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e área interna



Falei sobre a questão da saúde em nossas cidades, e sugeri que fosse feito, a exemplo de São Paulo, onde hospitais estão sendo concluídos. E isso seria de grande utilidade para Águas Lindas, pois temos o Hospital Regional, o Hugo 09, que está com a obra paralisada, porém com uma força-tarefa acredito que em 40 dias estaria pronto para atender a nossa população. O governador anotou a nossa demanda, e vai analisar junto ao setor técnico sobre a possibilidade de oferecer aos moradores do Entorno um atendimento com mais dignidade.
Também falei sobre a questão dos bancos, que na Região do Entorno continuam funcionando, o que tem levado moradores do Distrito Federal onde os bancos estão fechados, para nossas cidades, aumentando o risco de contaminação por conta da livre circulação, das filas e das aglomerações nos bancos.
Quanto ao transporte público, eu solicitei ao governador que interceda junto à ANTT para que o transporte semiurbano receba uma atenção especial, para que a frota não seja reduzida, e que os ônibus transportem apenas passageiros sentados, para evitar aglomeração e tumulto nos veículos.
Todos os outros prefeitos também falaram de suas necessidades, mas acreditamos que o maior desafio de todos é conter o coronavírus, pois a Região do Entorno não tem infraestrutura para enfrentar esta situação sozinha.
Contamos mais uma vez com a sensibilidade do governador Caiado nesse momento delicado para todos.

Por inadimplência-- Aneel suspende corte de energia por 90 dias

Decisão também compreende flexibilização de algumas obrigações das distribuidoras de energia. Pacote é em resposta à pandemia de coronavírus
Linhas de transmissão de energia elétrica | Foto; Reprodução


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)  aprovou nesta terça-feira, 24, a suspensão por 90 dias de cortes do serviço de eletricidade por inadimplência para consumidores residenciais e serviços essenciais. A medida faz parte do pacote em resposta à pandemia de Covid-19, doença causada pelo coronavírus (Sars-Cov-2).
Também foi aprovada a flexibilização pelo mesmo prazo de algumas obrigações das distribuidoras de energia, como de atendimento presencial a clientes e entrega de faturas a domicílio.
Ainda não há um pacote específico para consumidores de baixa renda, mas o diretor-geral da agência, André Pepitone, confirmou que haverá discussão neste sentido.
“Nos foi demandado que se avaliasse a possibilidade de haver um suporte maior ao consumidor de baixa renda, e isso vai ser tratado nos canais de governo, com o Ministério de Minas e Energia e da Economia, com coordenação da Casa Civil”, disse.  (com informações da Agência Brasil)
Fonte: Jornal Opção

terça-feira, 24 de março de 2020

Osmar Terra: ''Há exageros nas medidas contra vírus''

O ex-ministro defende que a quarentena da população trará malefícios à economia e poderá piorar a situação

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e terno
(foto: Youtube/ reprodução )




Estatisticamente, a maioria das famílias brasileiras já têm uma pessoa com o novo coronavírus. Foi o que afirmou o deputado federal e ex-ministro da Cidadania Osmar Terra. O parlamentar concedeu entrevista nesta segunda-feira (23/3) ao CB Poder, uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília. Segundo ele, há um exagero nas medidas adotadas para conter os efeitos da pandemia no país.

Terra defende que a quarentena da população trará malefícios à economia e poderá piorar a situação. "A maioria das famílias brasileiras já tem uma pessoa com o vírus, estatisticamente. Se fechar em casa, ela vai contaminar todo mundo. Foi o que aconteceu na Itália. Eles começaram a fazer a quarentena e, cerca de 12 dias depois, tinha o triplo de novos casos por dia. Então não funciona. Qual é o país que teve o melhor resultado no enfrentamento até agora? É a Coreia. E lá, não fizeram nada disso. Tem que seguir o bom senso da medicina, da epidemiologia, tomar os cuidados. Sempre estar lavando as mãos, manter sempre uma distância de um metro das pessoas", disse ele.
O fechamento de escolas também foi alvo de críticas. Osmar Terra defendeu que as instituições de ensino deveriam continuar funcionando. Em turmas onde houvesse suspeitas, por exemplo, os alunos ficariam sob observação. A falta de aulas, segundo ele, pode potencializar o contágio a idosos. "Fecharam todas as escolas. Os pais que têm que trabalhar, como fazem? Vão deixar os filhos com os avós e as crianças são transmissoras. Vão contaminar os avós, aí vai aumentar a mortalidade, porque os avós são os que mais têm risco de morrer".

O deputado citou a China para explicar que o SARS-Cov 2 já está em circulação há bastante tempo: "Na China, eles anunciaram em janeiro que o vírus estava circulando. Mas estima-se que desde novembro já estava circulando, milhares de pessoas já estavam contaminadas".

Em 2009, na pandemia de H1N1, Osmar Terra era secretário de saúde do Rio Grande do Sul. Na época, ele coordenou o combate à gripe suína no Brasil. Ele analisou que o auge da pandemia será daqui a um mês. Após esse período, diz ele, o número de casos deve diminuir drasticamente. "Na minha avaliação, essa curva chega no ápice na terceira semana de abril e depois cai. Eu coordenei o combate à Influenza A H1N1, não tem muita diferença do tipo de perfil que o vírus apresenta. Mas o tipo de perfil cai muito rápido e na primeira semana de junho já deve estar terminada. A epidemia como todo vai acabar porque mais a metade da população se contaminou. Isso é natural. Quando não tem vacina e nem tratamento, ela só regride quando a maioria da população está contaminada. E a maioria não vai sentir nada", afirmou.

Terra comparou ainda a rapidez de transmissão entre o H1N1 e o coronavírus. Ele contou que o potencial de contágio do coronavírus é maior. Mas ele não considera grande a diferença. "O contágio por coronavírus é 30% mais rápido que o H1N1. Uma pessoa com coronavírus pode contaminar outras 2,5. Então quer dizer 10 pessoas podem contaminar 25. Já a gripe suína, uma pessoa contamina 1,8 ou 1,7. Então 10 pessoas contaminam 18, não é uma diferença muito grande", disse ele.

Segundo ele, o número de mortos não deve ser alto. "Coronavírus vai ter um número muito baixo de casos fatais. No Rio grande do Sul, todo ano morrem cerca de mil pessoas de influenza sazonal no inverno. Não vai morrer tudo isso de coronavírus no Brasil inteiro".

O deputado considerou imprudentes as ações promovidas pelos governos estaduais para conter o avanço do coronavírus. Os veículos de comunicação, segundo Terra, têm criado um ambiente de pânico na população ao noticiar fatos considerados negativos. "A impressão que eu tenho é que os governadores estão se separando um pouco da ação dos secretários estaduais e tomando medidas que são mais políticas do que baseadas em evidências científicas. Está ocorrendo um pânico na população. Existem alguns veículos de comunicação que estão só reverberando sem parar as notícias ruins, dizendo que o Brasil vai ser igual a Itália. Mas isso não vai acontecer", pontuou.

O parlamentar explicou que o Brasil não chegará ao nível da Itália porque nas regiões mais afetadas, há grande movimento econômico. Por isso, o fluxo de pessoas vindas da China é grande e potencializou o contágio. Ele afirmou ainda que não é o país inteiro que está em crise, mas sim alguns locais da Itália. Outro fator importante para o avanço no número de casos, segundo ele, foi a quantidade de idosos no país. "A Itália tem, proporcionalmente, a maior população idosa do mundo. Há muitas pessoas com idade acima de 70 anos. É uma região rica, onde as pessoas se alimentam bem e vivem mais. E estavam no rigor do inverno, que terminou agora. Juntaram-se uma série de fatores, então é uma situação muito peculiar".

O isolamento, segundo Terra, só deveria ser aplicado àqueles que estão em grupos de risco, como portadores de outras doenças. "Esses que têm outro tipo de enfermidade tem que ser resguardados também. A pessoa que tem um câncer, uma doença autoimune, ou pessoas que tomam remédios para baixar a imunidade para transplante, esses devem tomar cuidado. Essas pessoas devem estar em isolamento. Quem tiver febre também tem que ficar isolado, em casa com a família, porque provavelmente já transmitiu para a família toda", disse ele.

Ao falar sobre as medidas tomadas pelo Governo Federal, Osmar Terra acredita que o governo repassará recursos para os empresários, para tentar conter o desemprego. Segundo a análise do deputado, o fechamento de comércio se outras medidas que ele considerou radicais, prejudicará a economia a longo prazo. "Isso está destruindo a economia. Nós vamos voltar uns 20 anos da economia brasileira. A nossa sorte é que o agronegócio não se assustou e vai ter maior produção da história. Os caminhoneiros também não se assustaram".

Perguntado sobre boatos de que ele queria o lugar do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, ele foi categórico ao dizer que Mandetta tem feito um excelente trabalho. "Isso é um absurdo. Fui colega do ministro Mandetta. Inclusive apoiei ele para ser indicado ministro. Eu era presidente da frente parlamentar da Saúde. O ministro Mandetta é um dos melhores ministros da saúde da história. Ele é um craque. Se as pessoas pararem para ouvir o Mandetta não tem pânico."







*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Ex-ministro que chefiou combate ao H1N1 acha exageradas medidas contra Covid-19

Osmar Terra não vê necessidade de fechar escolas e comércio e prevê declínio da pandemia a partir de abril

Ex-ministro que chefiou combate ao H1N1 acha exageradas medidas contra Covid-19
Foto-Wilson Dias/ Agencia Brasil 



Em áudio que vazou para as redes sociais, o médico, deputado federal pelo MDB-RS e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS), responsável pela coordenação do combate no Brasil à epidemia de gripe H1N1, que somente em 2019 matou 780 brasileiros, considerada exageradas as medidas adotadas por governadores e pelo Ministério da Saúde contra a pandemia do coronavírus.
O ex-ministro vai mais além quando diverge da previsão do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), segundo o qual a pandemia somente começará a regredir em setembro. Para Osmar Terra, a regressão se iniciará já no próximo mês de abril.
O áudio é de uma troca de mensagens de Osmar Terra com um amigo. Nele, o ex-ministro dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro compara o cenário atual com a epidemia de H1N1 em 2009. “No ano passado, morreram 780 pessoas no Brasil de H1N1, dez anos depois que enfrentamos a epidemia. O número não virou notícia”, observou, e “provavelmente não vai morrer tanta gente de coronavírus”.
Ele enfrentou, como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, em 2009, a epidemia de gripe Influenza A, e questiona as medidas que estão sendo aplicada atualmente. “Eu estudei bastante isso, até porque tive que enfrentar o H1N1, e para fazer o debate do coronavírus, eu não estou falando de algo da minha cabeça.”
Vírus começa a regredir em abri
“Estou ouvindo os principais infectologistas do estado, que foram do meu comité no enfrentamento do H1N1, e para mim a pessoa que mais entende de epidemiologia no Brasil, e talvez no mundo hoje que é o César Victor. Eu gostaria de saber por que vocês acham que o comportamento é tão diferente assim e tão preocupante assim?””, indaga.
Terra destaca na mensagem que estamos vendo um vírus novo, que tem transmissibilidade 30% maior que o H1N1, “então ele se espalha mais rápido, já se espalhou. Você sabe que a epidemia termina quando atinge mais da metade da população com anticorpos, com contato com o vírus, com imunidade. Isso está acontecendo, em poucas semanas esse processo se cumpre”.
Ao contrário do ministro Mandetta, ele aposta que a epidemia vai começar a regredir em abril:
– “Ela tem um padrão matemático, todas têm. Esse SARS que está causando o Covid-19 ele é um vírus muito semelhante a primeira SARS que tinha 10% de letalidade. Então ele é muito mais brando, na China e na Itália que são os que têm maior letalidade, ele está com 3.4, mas no resto do mundo ele está 1.5 no mundo todo.  Ele vai se espalhar, vai contaminar e vai terminar”.
Ouça a primeira parte do áudio do ex-ministro Osmar Terra:
H1N1 infectou muito mais
Terra cita que o Brasil está estimando que o número de infecções pelo coronavírus pode chegar a 30 ou 40 mil casos, e um número de mortos entre mil e dois mil casos. “Isso é muito menos que o H1N1. Então acho que o médico, não quero ditar comportamento para ninguém, mas o médico tem que ser o primeiro a acalmar o pessoal, porque não se controla epidemia e não se orienta a população disseminando o pânico”.
Para ele o isolamento social não resolve nada. “Qual a vantagem do isolamento? A epidemia só vai terminar quando ela tiver mais da metade da população contaminada, em 99% dessa metade da população que vai ficar contaminada, não vai ter sintoma nenhum, vai ser assintomática. Isso é um processo que está andando, quando apareceram os primeiros casos que foram revelados com exame laboratorial, o vírus já estava andando. O vírus começou  na China em novembro. Por isso que quando eles começam a fazer os exames em janeiro, dá uma explosão de casos”.
Pico ocorre em seis semanas
No áudio, Terra também critica o isolamento que está sendo imposto no Brasil. “Então eu estou me baseando em evidências, se tu tiver alguma outra evidência diferente que não seja só a ideia que se isolar melhora, porque o isolamento não vai diminuir aquela curva, aquilo tudo é conversa. Todas as epidemias virais têm um padrão, elas duram em torno de treze semanas, e na sexta semana elas estão no pico e depois regride, desaparece”.
“O isolamento não vai resolver o problema porque já está disseminado o vírus, essa que é a questão. Se o vírus não estivesse circulando, talvez, isolar iria atrasar o aparecimento, mas ele viria porque ele está circulando no mundo. Mas agora que ele está circulando, o teu filho pode estar com o vírus e ser assintomático. O vírus está correndo solto, ninguém segura mais. E ele vai evoluir, vai regredir e pronto e acabou”, afirma Terra.
Ouça o segundo áudio de Osmar Terra, gravado na sequência do primeiro:
Osmar Terra defende que essas medidas restritivas pouco adiantam. “Quando eles falam em achatar a curva, eles não falam de diminuir o número de pessoas contaminadas, mas só a velocidade, mas isso é muito difícil acontecer. Isso poderia acontecer, se as pessoas ficassem três meses em isolamento absoluto, mas isso não tem como fazer. Imagina tu botar as crianças, as famílias dentro de casa sem sair, qualquer contato com o mundo exterior pode ter o vírus, um papel, uma sacola que venha do supermercado”.
No H1N1, “não fechamos lojas”
O ex-secretário da Saúde do RS afirma que quando o vírus está circulando, a postura correta a se tomar é administrar os casos de doença, ter leitos, como nós fizemos no período do H1N1. “Nós não fechamos uma loja na epidemia do H1N1, vai demorar meses, anos, muitos anos para recuperar a economia depois disso, tu vai ver. E todas essas atitudes pirotécnicas, não vai diminuir um morto. A mas se achatar a curva, a rede vai ter melhor condições, não vai. A rede vai ter que improvisar de acordo com a demanda, como eu fiz no H1N1. Eu aumentei 30% dos leitos de UTIs em três semanas e as pessoas vão ficar quanto tempo em isolamento para achatar a curva? Dois meses, três meses, cinco meses? Isso não existe”.
Para o parlamentar, é preciso atentar para a possibilidade do coronavírus estar sendo instrumentalizado politicamente. “Os governadores querendo mostrar serviço. Não tem nenhuma evidência cientifica que fechar escola resolve, não resolve. Muito pelo contrário, agora as crianças que forem cuidadas pelos avós, vão contaminar os avós, agora vai morrer mais gente, por terem fechado as escolas. Os meninos vão se reunir em algum lugar, vão ter contato com os outros, então não vai alterar, essa curva não se altera.”
“Fechar shopping(?), as pessoas vão ter que ir  o supermercado. (E o) o risco que elas têm de se contaminar ali? Vai estar uma multidão no supermercado”.
Influenza mata mais
Em relação ao cenário mundial do Covid-19, ele ressalta que a região da Itália, com elevado número de casos, possui um grande comércio com a China, “muitos chineses vão para lá, e muitos italianos vão para China e voltam, então foi uma região que primeiro teve casos”. E faz uma comparação com a realidade nacional, “como aqui no Brasil, as regiões que têm mais turismo, tem mais negócios com a China e com a Itália foram as que primeiro cresceu o número de pessoas infectadas. Mas o número aí é a ponta do iceberg, para cada pessoa que aparece com o resultado positivo, tem quase uma centena que não vai aparecer, não vai apresentar quadro, não vai ter sintoma”.
E fala sobre as medidas que estão sendo aplicada na França. “O isolamento que está ocorrendo na França, por exemplo, eu acho que tem um conteúdo político, aquele cara está para ser derrubando pelos Coletes Amarelos tem algum tempo e ele agora boto todo mundo de quarentena por trinta dias, tu imagina se isso vai resolver alguma coisa, acompanha a curva da França que tu vai ver. O vírus já está solto lá, já está contaminando as pessoas”.
Deputado cita que durante o inverno nos EUA já morreram 40 mil pessoas Influenza. “Não vai morrer nem um terço disso do coronavírus”.
Terra acredita que é mais eficaz nesses momentos de crise, transmitir para a população a informação, como é que vai acontecer, quando é que sobe e os cuidados pessoais que são necessários.
Fonte:Diário do Poder